A atividade física tem sido associada a diversos benefícios para a saúde, incluindo a saúde mental e cognitiva. Estudos sugerem que a prática regular de exercícios pode melhorar o humor, reduzir o estresse e a ansiedade, além de aumentar a autoestima e a sensação de bem-estar (Craft & Perna, 2004; Schuch et al., 2016).

Além disso, as evidências indicam que o exercício físico pode ter efeitos positivos no funcionamento cognitivo, incluindo a melhora da memória e da atenção (Chang et al., 2012; Hillman et al., 2008). Isso ocorre porque o exercício pode aumentar a produção de substâncias químicas no cérebro, como a dopamina e a serotonina, que estão associadas ao humor e à cognição.

Outro benefício do exercício físico é a redução do risco de transtornos mentais, como a depressão e a ansiedade. De acordo com uma meta-análise de estudos longitudinais, a prática de exercícios físicos está associada a uma redução significativa no risco de desenvolvimento desses transtornos (Schuch et al., 2018).

Para aproveitar os benefícios da atividade física para a saúde mental e cognitiva, é importante adotar hábitos saudáveis de exercício. A American Heart Association recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física intensa por semana para adultos (Benjamin et al., 2018).

Além disso, é importante escolher uma atividade física que seja prazerosa e adequada às suas habilidades e preferências. É mais fácil manter um hábito quando gostamos do que estamos fazendo.

Outra dica importante é incluir atividades que envolvam coordenação e equilíbrio, como dança e ioga, que podem ter efeitos positivos adicionais na saúde mental e cognitiva (Gomes-Osman et al., 2018; Luong & Nguyen, 2019).

Para obter os benefícios máximos da atividade física, é importante manter a prática regularmente. Estabelecer metas realistas e monitorar o progresso pode ajudar a manter a motivação e o engajamento.

Por fim, é importante lembrar que a atividade física deve ser usada como uma ferramenta complementar para a promoção da saúde mental e cognitiva. Em casos de transtornos mentais graves, é importante buscar ajuda profissional para o tratamento adequado.

 

Dicas:

  • Estabeleça metas realistas: Defina metas realistas e alcançáveis em relação à atividade física que deseja realizar na semana, como caminhar 30 minutos por dia ou fazer uma aula de ioga duas vezes por semana.
  • Crie um plano de exercícios: Crie um plano de exercícios semanal que inclua diferentes tipos de atividades físicas, como exercícios cardiovasculares, musculação, ioga ou pilates.
  • Integre a atividade física à rotina diária: Encontre maneiras de integrar a atividade física em sua rotina diária, como caminhar ou andar de bicicleta para o trabalho, subir escadas em vez de usar elevadores, ou fazer pequenas pausas durante o dia para alongar e se movimentar.
  • Experimente novas atividades: Experimente diferentes tipos de atividades físicas para descobrir o que mais lhe agrada e manter o interesse e motivação, como dança, natação, esportes de equipe ou treinamento funcional.
  • Encontre um parceiro de exercícios: Encontre um amigo ou parceiro de exercícios para ajudar a manter a motivação e responsabilidade.
  • Use aplicativos de fitness: Utilize aplicativos de fitness que ajudam a acompanhar o progresso e motivam a manter a rotina de exercícios.
  • Mude a rotina: Varie a rotina de exercícios para evitar o tédio e desafiar o corpo de diferentes maneiras, como aumentar o peso, mudar a duração ou intensidade dos exercícios.
  • Não se esqueça do descanso: Certifique-se de incluir dias de descanso na sua rotina de exercícios para permitir que o corpo se recupere e evite lesões.

    Lembre-se, a atividade física regular é importante para a saúde física e mental, portanto, encontrar maneiras de incorporá-la na sua rotina diária pode trazer muitos benefícios.


    Referências:

    Benjamin, E. J., Muntner, P., Alonso, A., Bittencourt, M. S., Callaway, C. W., Carson, A. P., ... & Virani, S. S. (2018). Heart disease and stroke statistics-2019 update: a report from the American Heart Association. Circulation, 139(10), e56-e528.

    Chang, Y. K., Labban, J. D., Gapin, J. I., & Etnier, J. L. (2012). The effects of acute exercise on cognitive performance: a meta-analysis. Brain research, 1453, 87-101.

    Craft, L. L., & Perna, F. M. (2004). The benefits of exercise for the clinically depressed. Primary Care Companion to The Journal of Clinical Psychiatry, 6(3), 104-111.

    Gomes-Osman, J., Cabral, D. L., Morris, T. P., McInerney, K., Cahalin, L. P., & Rundek, T. (2018). Exercise for cognitive brain health in aging: A systematic review for an evaluation of dose. Neurology: Clinical Practice, 8(4), 257-265.

    Hillman, C. H., Erickson, K. I., & Kramer, A. F. (2008). Be smart, exercise your heart: exercise effects on brain and cognition. Nature Reviews Neuroscience, 9(1), 58-65.

    Luong, M. N., & Nguyen, H. T. (2019). The effects of yoga on stress, anxiety, and depression in women. International Journal of Women's Health, 11, 201-207.

    Schuch, F. B., Vancampfort, D., Rosenbaum, S., Richards, J., Ward, P. B., & Stubbs, B. (2016). Exercise improves physical and psychological quality of life in people with depression: A meta-analysis including the evaluation of control group response. Psychiatry research, 241, 47-54.

    Schuch, F. B., Stubbs, B., Meyer, J., Heissel, A., Zech, P., Vancampfort, D., & Rosenbaum, S. (2018). Physical activity protects from incident anxiety: A meta-analysis of prospective cohort studies. Depression and anxiety, 35(9), 831-838.

    DANILO PEREIRA